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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Não acredito que já acreditei...


O cógito cartesiano “penso, logo existo”, fundamenta-se paradoxalmente na certeza da dúvida. Ao dar-se conta da certeza de sua existência por meio de um método que estabelece a dúvida como força motriz, Renê Descartes, chegou à conclusão de que poderia duvidar de todas as coisas, menos do fato de que “estava duvidando”. A dúvida que movia seu pensar testificava a certeza de sua existência: disso não havia dúvida.

Quanto a esse paradoxo, posso dizer que em meu caso, chego a certeza da existência, não tanto pela dúvida, mas pelo que já acreditei ser real! Nesse caso, meu cógito seria: “não acredito que já acreditei...”. Só neste momento posterior ou num devir, é que a “existência” se torna real em relação ao que se passou. Só neste momento presente posso dizer isso...
Esta “decepção” paradoxal pode, inclusive, ser aplicado a qualquer coisa...
Aliás, é possivel não acreditar?

Apókriphos

4 comentários:

  1. muito bom Professor Teles em poucos momentos decifrou algo interessante...Abraços amigão.

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  2. a dificuldade e saber o que é acreditar ? será que essa nomeação da palavra "acreditar" preenche as expectativas ? ou só a fato de dizer acredito ou dizer não acredito resolve a questão?
    Saudades dos tempos de aula com você que deixavam todos com os pensamentos a ferver . um abraço de seu amigo e admirador Claudinei

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    1. Valeu caro amigo Claudinei... vc colocou boas questões.
      Sdds das aulas tb, pois aprendi muito com vcs...

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