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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A (menina) cadeirante


“Não quero ficar só”, balbucia ela
Entre lágrimas reprimidas
Comprimem as minhas
 
“Por que sou diferente?”, pergunta ela
Em sua puerilizada inocência
Na inevitável comparação com a "normalidade"
Ela abraça sua mãe
Cujos ombros amparam-lhe as lágrimas

“Não quero ficar só”
E mesmo assim
Ela sorriu
                        Dando-me uma lição...

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