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domingo, 28 de julho de 2013

A percepção do instante: oportunidade, escolha e gratidão.

Obs: Discurso de paraninfo pronunciado no dia 27 de julho de 2013 aos formandos do curso de Teologia do Instituto de Educação Teológica no Estado de São Paulo (IETESP).

PRÓLOGO.

Pastor e prof. Valdir dos Santos, diretor executivo do IETESP; pastora e profa. Angela Puckett, coordenadora pedagógica; caros colegas professores e demais componentes desta mesa; formandos, familiares e amigos, senhoras e senhores, boa noite. 
Em primeiro lugar, agradeço a Deus por permitir-nos compartilhar este momento de alegria e gratidão. O olhar e o sorriso de vocês são mais do que suficientes para demonstrar que o trabalho que desenvolvemos juntos em sala de aula valeu apena. Além disso, valeu apena porque superamos o modelo tradicional que coloca o professor como um ser “iluminado” e superior ao aluno e investimos numa relação de amizade e reciprocidade, onde aprendemos juntos. Não só partilhamos das certezas (que alias, no campo acadêmico são poucas), mas também das dúvidas e dilemas, acreditando ser o caminho para renovar o conhecimento. Sempre partíamos do pressuposto de que não sabíamos. Portanto, tenham a certeza de que nesta relação construída em sala de aula, transformamo-nos reciprocamente.
Em segundo lugar, quero dizer que fiquei muito honrado por me escolherem como paraninfo da turma, uma das homenagens mais gratificantes que um professor pode receber em sua carreira acadêmica, especialmente por que expressa um reconhecimento simbólico daquilo que representamos na vida de cada um de vocês. E nesse sentido, tenho a certeza de que falo também como representante de meus amigos e colegas professores, pois, cada um deles se dedicou horas e horas para dar a melhor aula de suas vidas; além disso, entregaram-se sem reservas e sem receios de verem seus alunos o superarem. Como diria o poeta Guimarães Rosa, “mestre é aquele que de repente aprende”.
Além desse reconhecimento simbólico, uma espécie de “oscar” para um professor, este momento constitui-se também numa das maiores responsabilidades que se atribui à um paraninfo: poder condensar um conjunto de experiências acumuladas ao longo de 3 anos e dizer a vocês que este legado, o conhecimento e as experiências  adquiridas, não devem restringir-se a sala de aula, mas multiplicar-se para além dela. Este legado deve ganhar uma dimensão prática de humildade e gratidão; deve renunciar o orgulho e a presunção de autossuficiência; renunciar o individualismo que nos impede de compartilhar e viver em comunidade e fraternidade. Sim, é justamente isso que caracteriza o teólogo como discípulo de Cristo: senso de humildade (nulidade) e aspiração para servir a comunidade (fraternidade). Sem estas duas qualidades, a tarefa do teólogo tenderia a substituir a Palavra de Deus por palavra de homens; tenderia a suprimir a gloria do Crucificado e Ressuscitado.

ATO I – O INSTANTE DA OPORTUNIDADE

Se pudesse dar um tema ao tenho a dizer para vocês, colocaria “a percepção do instante: oportunidade, escolha e gratidão”. Portanto, como está dimensão de humildade e fraternidade que apresentei como características do teólogo se manifestam na prática, no cotidiano, na dimensão da vida, das experiências? Destacarei pelo menos três modelos básicos, a saber, (1) perceber as oportunidades da vida como únicas, (2) e diante delas perceber a responsabilidade das escolhas, e por fim, (3) percebe-las como graça, um favor não merecido, pelo qual só podemos agradecer. Enfim: oportunidade, escolha e gratidão.  
Quanto às oportunidades, pode-se dizer que estas são construídas na temporalidade concreta, isto é, na dimensão de nosso tempo presente e vivencial: chamarei essa fração de tempo de “instante”. O filosofo e poeta francês, Gaston Bachelard dizia que “o instante é o único momento do tempo do qual temos consciência”. Soren Kierkegaard, teólogo e filósofo dinamarquês, também dizia que “o instante é um átomo da eternidade, o primeiro reflexo da eternidade no tempo”. Ou seja, o instante é o único momento do tempo do qual somos contemporâneos de nós mesmos. Isso implica em dizer que o passado já não existe, a não ser pelos recursos da memória. Virou “história”. Não podemos mais acessa-lo e transforma-lo. E quantas oportunidades não se foram? Por outro lado, o futuro ainda não existe, pois não se realizou concretamente. Está na dimensão dos sonhos, das utopias e das esperanças.
Portanto, o único tempo que temos para experimentar a vida e perceber oportunidades como únicas, construir sonhos e esperanças, é o instante. É nesse sentido que o homem é um “ser histórico”: não apenas um "ser no mundo", mas "com o mundo". Rudolf Bultmann, teólogo e exegeta alemão, dizia que “só os homens podem ter uma existência, porque só estes são seres históricos”. Em outros termos, deixe-lhes dizer o que significa o “instante”: é valorizar cada respiro como se fosse o ultimo; é apreciar a beleza do nascer e do por do sol; é saborear, sem pressa, uma refeição; é valorizar um abraço; é olhar nos olhos e perceber a verdade de uma amizade; é dizer “te amo”.... enfim, é viver e não apenas “existir”.
O teólogo, como membro de uma comunidade confessante, deve perceber que o fundamento de sua esperança o impulsiona a viver o instante e seu limiar, o horizonte. É nesse sentido que podemos ouvir o poeta alemão, Johann Goethe dizer:

Por que vagar ao longe?
Olha, o bem está tão perto!
Aprende a agarrar a felicidade,
Pois a felicidade está sempre a mão

Ele ainda dizia, “de bom grado suportamos tudo isso que passa; se nos restar somente o eterno de cada instante, não sofreremos pelo tempo que passa”.

ATO II – O INSTANTE DA ESCOLHA

Desse modo, o instante é potencialmente repleto de escolhas, embora nem sempre conscientes, e não atoa o chamamos de “presente”. Pierre Bourdieu, um sociólogo francês, dizia que nossas escolhas são construídas no que ele chama de “espaço dos possíveis”. Somos o que somos não de modo aleatório ou por uma determinação mecânica, mas por um conjunto de relações que estabelecemos uns com os outros. Não escolhemos nascer, não escolhemos nosso próprio nome, mas podemos escolher o que fazer com nossa vida e com nosso nome. É que chamamos de “trajetória”. Elas são perpassadas umas pelas outras, como um emaranhado de linhas que se encontram. Em sala de aula nossas trajetórias se encontraram, construindo uma relação. E como diz o antropólogo brasileiro, Eduardo Viveiros de Castro, “toda relação implica em transformação”.
É nesse “espaço dos possíveis”, onde construímos nossas trajetórias, que fazemos escolhas, muitas vezes inconscientes, mas repletas de sentidos para vida. Quantos cursos vocês poderiam optar por fazer, além da teologia? Alguns até com promissores retornos financeiros. Mas por que a teologia? Ao optar por ela, optamos por um modo de ver o mundo. E este modo de ver o mundo, não nos tornar superiores aos outros, mas nos permite vê-lo tal como ele é: carente do sagrado, sedento por Deus. Além disso, optar pela teologia significa optar por um labor, um empreendimento intelectual muitas vezes solitário. O teólogo suíço, Karl Barth dizia:

Quem se envolver com a teologia ver-se-á inevitavelmente levado desde o início e, depois, repetidas vezes a uma estranha solidão, notoriamente angustiante. O teólogo deverá, em regra, conformar-se com o fato de tratar de seu assunto em certo isolamento, não só em relação ao ‘mundo’, mas também à Igreja.  

Uma crônica de Rubem Alves, poeta e teólogo brasileiro, desvela teor desta solidão, que tenho certeza, alguns de vocês já sentiram.

A minha profissão? Bem... sou teólogo. Não, o senhor não me ouviu bem. Não sou geólogo. Teólogo. Isto mesmo... Não é necessário dissimular o espanto porque eu mesmo me espanto, frequentemente. E nem esconder o sorriso. Eu compreendo. Também não é necessário pedir desculpas. Sei que sua intenção foi boa. Perguntou sobre minha profissão apenas para começar uma conversa. A viagem é longa. É fácil falar sobre profissão. Tudo teria dado certo se minha profissão fosse uma destas profissões que todo mundo conhece. Se eu tivesse dito dentista, médico, mecânico, agente funerário já estaríamos a meio a um animado bate-papo. Da profissão passaríamos a crise econômica, da crise econômica saltaríamos para a política e o mundo seria nosso. O teólogo fala como quem acredita. Mas é isto que ficou proibido: acreditar. Daí a vergonha e o estigma. Como é possível que o levem a sério?... Daí seu silêncio, a solidão...

ATO III – O INSTANTE DA GRATIDÃO

Por sua vez, as oportunidades e as escolhas nos levam ao reconhecimento e gratidão. Um dos teólogos mais importantes do século XVIII, Friedrich Schleiermacher, costumava definir a fé como “sentimento de dependência absoluta”, isto é, uma sensação de nulidade diante do sagrado; uma sensação de finitude e de “ser nada”, a não ser “pó e cinza”, como bem lembra Rudolf Otto acerca da experiência de Abraão. Trata-se do reconhecimento de que todas as nossas conquistas, nas mais diversas áreas, não seriam possíveis sem uma rede de dependência: Deus, família, amigos, etc...
Portanto, nada mais justo que reconhecer que por trás de todas as vossas atividades e conquistas, havia uma mãe, um pai, um filho, um irmão, um amigo, uma comunidade, uma igreja, torcendo para que vocês não desistissem, torcendo para que valesse apena cada folego investido.
E de fato, foram estas pessoas que fizeram com que vocês superassem cada obstáculo. Quantas vezes vocês não pensaram em desistir, seja por questões financeiras ou de outra ordem? Quantas vezes vocês não tiveram que deixar temporariamente o conforto de vossos lares e aconchego de vossas famílias para ficar numa sala de aula, as vezes com sono e cansado, depois de uma jornada de trabalho? Quantas preocupações não lhes vieram diante das tarefas escolares, como por exemplo, relatórios de leituras, pesquisas e trabalhos exigidos por professores, e diante da tão “temida” prova? Mas, apesar de todos estes obstáculos, encontraram forças e apoio para continuar e hoje pode dizer “como valeu apena”.

EPÍLOGO

Por fim, após apresentar as características do teólogo como discípulo de Cristo (humildade e serviço à comunidade), e demonstrar como elas se manifestam no cotidiano pelas oportunidades, pelas escolhas e gratidão, concluo apresentando as tarefa primordial: Eis, portanto, o seu papel: falar da revelação de Deus e sua relação com o homem, mas sem orgulhar-se da pretensão de quem julga saber tudo e está apto a condenar os que discordam de sua posição, como se fossem um “especialista em Deus”. Muito embora sua "ciência" tenha uma pretensão totalizante (Deus e o universo!), sua postura deve ser humilde e de alguém sempre apto a propor diálogos. Nesse sentido, Jesus diria, “não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos nomeie para que vades de deis frutos, afim de que vosso fruto permaneça”.
Eis o instante das oportunidades, das escolhas e da gratidão...
Obrigado.
     
Paraninfo: José Edílson Teles

Em pé, professores: Rui Caetano, Angela Puckett, Jason Domingos, Paulo Américo, Alexandre Chaves, Glauce da Silva, Roseli Santos (secretária) e Valdir dos Santos (diretor).

Formandos: Maria do Rosário Fernandes, Claudete Horta, Catia Silva, Ari Lourenço, Marlene Freitas, Josivaldo Freitas e Uelinton Silva. 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Programa de disciplina: Introdução à Sociologia da Religião

IETESP
Instituto de Educação Teológica no Estado de São Paulo 

Prof. José Edílson Teles – edilsonteles@hotmail.com

DISCIPLINA
Introdução à Sociologia da Religião
CURSO
Bacharel em Teologia

I – OBJETIVOS

A disciplina tem como objetivo apresentar a matriz teórica dos clássicos da sociologia da religião e a situação do debate contemporâneo. Pretende-se discutir como a religião veio a se constituir em área de investigação nas Ciências Sociais, habilitando o aluno de Teologia a um diálogo interdisciplinar com outros campos de investigação do fenômeno religioso. Desse modo, privilegiaremos como introdução duas principais correntes da teórica clássica da religião: Émile Durkheim e Max Weber.       

II – CONTEÚDO SELECIONADO 

Teoria sociológica da religião, sagrado e profano, religião e capitalismo, secularização/desencantamento do mundo, religião e esfera pública.

III – METODOLOGIA

Aulas expositivas, dialogadas, debates e seminários.

IV – AVALIAÇÃO.

O aluno será avaliado da seguinte forma:

  1. Apresentar ao menos 2 resenhas críticas dos 5 textos selecionados para aula: cada resenha equivale a 5 pontos. Obs. Deverão ser entregues antes da aula agendada.   
  1. Escolher um texto a apresentar em seminário (arguição, comentários e debates sobre os trabalhos). Apresentação equivale a 10 pontos.
 V – CRONOGRAMA DE ATIVIDADES


Aula 1 
01/06
Apresentação do conteúdo e orientação sobre as atividades do programa.
Ø  Os clássicos da sociologia e religião
Ø  Problemática: religião e sociedade

Aula 2

08/06
Émile Durkheim: As formas elementares da vida religiosa – parte 1
Ø  Palavra-chave: religião, magia, crenças, ritos, sagrado e profano.

Base: DURKHEIM, Emile. “Introdução: objeto da pesquisa”, p. 29-49, in: As formas elementares da vida religiosa. São Paulo. Paulinas, 1989.  

Aula 3

15/06
Émile Durkheim: As formas elementares da vida religiosa – parte 2

Base: DURKHEIM, Emile. “Conclusão”, p. 492-526, in: As formas elementares da vida religiosa. São Paulo. Paulinas, 1989.  

Aula 4

22/06
Max Weber: A ética protestante e o espírito do capitalismo – Parte 1
Ø  Palavra-chave: espírito do capitalismo, desencantamento do mundo, igreja-seita.  

Base: WEBER, Max. “O conceito de vocação em Lutero: o objeto da pesquisa”, p. 71-83, in: A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo, Companhia das Letras, 2004.
Aula 5

29/06
 Max Weber: Os três tipos puros de dominação legítima – Parte 2
Ø  Palavras chave: Tipos ideais, dominação legal, tradicional e carismática.

Base: WEBER, Max. “Os três tipos puros de dominação legítima”, p. 128-141, in: Weber: Sociologia. Ática, 1999. Org. Gabriel Cohn.
Aula 6

06/07
Sociologia da religião e contemporaneidade: secularização, dessecularização?
Ø  Palavra-chave: Secularização, desencantamento do mundo, declínio da religião.

Base: PIERUCCI, Antônio Flávio. “Reencantamento e dessecularização: a propósito do auto-engano em sociologia da religião”, in: Novos Estudos, CEBRAP, N. 49, 1997.

Aula 7


13/07
Debate a partir dos filmes: “Viramundo” (1965): dir. Geraldo Sarno; “Santa Cruz” (2000): dir. João Moreira Salles.

Base: MESQUITA, Claudia. “Viramundo (1965) e Santa Cruz (2000): representações fílmicas do pentecostalismo em dois tempos”, in: Religiões e Cidades: Rio de Janeiro e São Paulo. ALMEIDA, Ronaldo; MAFRA, Clara (org.). São Paulo, Editora Terceiro Nome, 2009.




Aula 8



20/07
Seminário: textos a serem escolhidos para apresentação.

ALMEIDA, Ronaldo; MONTERO, Paula. “Trânsito religioso no Brasil”, in: São Paulo em Perspectiva, n. 15 (3), 2001.
BERGER, Peter. “A dessecularização do mundo: uma visão global”, in: Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, n. 21 (1), 2000.
BITUN, Ricardo. “Os espaços sagrados da peregrinação”, in: Mochileiros da Fé. São Paulo. Reflexão, 2011.
GIUMBELLI, Emerson. “A vontade do saber: terminologias e classificações sobre o pentecostalismo brasileiro”, in: in: Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, n. 21 (1), 2000.
MARIANO, Ricardo. “Os neopentecostais e a teologia da prosperidade”, in: Novos Estudos, CEBRAP, n. 44, 1996.
MARQUES, Delcides. “Secularização, Religião e espaço público”, 2008 (UNICAMP).
MARIZ, Cecilia Loreto. “Secularização e dessecularização: comentário a um texto de Peter Berger”, in: Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, n. 21 (1), 2000.
MONTERO, Paula. “Religião, pluralismo e esfera pública no Brasil”, In: Novos Estudos, CEBRAP, n. 74, 2006.
TEIXEIRA, Faustino. “Faces do catolicismo brasileiro contemporâneo”. São Paulo. Revista USP, n. 67, 2005.       

terça-feira, 9 de abril de 2013

Programa de disciplina: Introdução à Teologia Bíblica do Antigo Testamento


IETESP
Instituto de Educação Teológica no Estado de São Paulo
      
PROGRAMA DE DISCIPLINA 

Prof. Edilson Teles – edilsonteles@hotmail.com – blog: www.professorteles.blogspot.com   

DISCIPLINA
Introdução à Teologia Bíblica do A.T
CURSO
Bacharel em Teologia

I – OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL: A disciplina tem como objetivo compreender a função da Teologia Bíblica do Antigo Testamento enquanto disciplina cientifica, buscando distingui-la das preocupações da Teologia Dogmática. Tal distinção faz-se necessário, uma vez que, a história da pesquisa cientifica do Antigo Testamento busca se consolidar e constituir sua autonomia em relação à tradição eclesiástica, embora possa lhe ser útil. O objetivo geral é compreender a matriz das principais abordagens teóricas da ciência bíblica do Antigo Testamento.  

OBJETIVO ESPECÍFICO: O objetivo é compreender o contexto histórico, social e cultural de onde surgem os principais conceitos teológicos do Antigo Testamento. Para isso, será privilegiado o que Antonius Gunneweg chama de “perspectiva bíblico-teológica”, isto é, a “atitude existencial” e um conjunto de experiências que possibilitam a construção dos conceitos religiosos do A.T em determinados contextos históricos. Trata-se de uma perspectiva compreensiva.    

II – METODOLOGIA 

Aulas expositivas e dialogadas, seminários.

III – AVALIAÇÃO.

  1. Seminário: O aluno deverá escolher um texto entre os programados e apresentá-lo em seminário.
  2. Prova: nota de 0-10
Em caso de dúvidas, entrar em contato com professor, de preferencia com antecedência: edilsonteles@hotmail.com

IV – CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

Aula 1
09/04
Apresentação geral da disciplina: proposta do programa, métodos e avaliação.

Aula 2

16/04
Introdução à problemática: a relação entre teologia bíblica e teologia dogmática.

Texto: GUNNEWEG, Antonius H. J. “Considerações preliminares sobre a história da pesquisa e a hermenêutica”. Cap. I, pg. 25-61. In: Teologia Bíblica do Antigo Testamento: uma história da religião de Israel na perspectiva bíblico-teológica.  São Paulo, Teológica/Loyola, 2005.



Aula 3

23/04
História dos métodos de pesquisa – Séc. XIX e XX: Pentateuco em foco.
A)    Julius Wellhausen (1844-1918) e a Hipótese Documentária.
B)     Herman Gunkel (1862-1932) e a Crítica da Forma.
C)     Willian Albright (1891-1971) e a Arqueologia.
D)    Gerhard von Rad (1901-1971) e a Teologia Kerigmática.
  
Texto: BRUEGGEMANN, Walter. “Questões abordadas no estudo do pentateuco”, in: Dinamismo das tradições do Antigo Testamento, pg. 11 a 31. BRUEGGEMANN, Walter e WOLFF, Hans Walter.  

Aula 4

30/04
A religião de Israel e a religião Cananéia: contextualização.

Texto: GUNNEWEG, Antonius H. J. “A religião do antigo oriente com atenção especial à religião cananéia”. Cap. II, pg. 63-72. In: Teologia Bíblica do Antigo Testamento: uma história da religião de Israel na perspectiva bíblico-teológica. São Paulo, Teológica/Loyola, 2005.

Aula 5

06/05
Conceitos teológicos do A.T: a tradição do Êxodo e a tradição do Sinai.

Texto: GUNNEWEG, Antonius H. J. “O surgimento dos principais temas religiosos no período proto-israelita”. Cap. IV, pg. 86-126. In: Teologia Bíblica do Antigo Testamento: uma história da religião de Israel na perspectiva bíblico-teológica. São Paulo, Teológica/Loyola, 2005.

Aula 6

13/05
Teologia e Antropologia do A.T: Noção de Deus e sua relação com o homem.

Texto: WESTERMANN, Claus. “Deus no Antigo Testamento”. Cap. I, pg. 7-30. In: Teologia do Antigo Testamento. São Paulo, Paulinas, 1987.

Aula 7

20/05
O fenômeno do profetismo israelita: conceitos de justiça, juízo e salvação no A.T.
  
Texto: GUNNEWEG, Antonius H. J. “O grande profetismo da época do reinado”. Cap. IV, pg. 86-126. In: Teologia Bíblica do Antigo Testamento: uma história da religião de Israel na perspectiva bíblico-teológica. São Paulo, Teológica/Loyola, 2005.
Aula 8
27/05
Seminários: construindo uma reflexão sobre os temas do Antigo Testamento.
Obs: escolher um dos textos abaixo.

Textos a serem escolhidos para apresentação individual
FERNÁNDEZ, Pedro Julio. “A experiência de Elias: uma experiência feita em comunidade”. In: Estudos de Religião, n. 4, 1997. São Bernardo do Campo, UMESP.
LEONEL, João. “A Bíblia como literatura: lendo as narrativas bíblicas”. In: Bíblia, literatura e linguagem. ZABATIERO, Julio Paulo Tavares; LEONEL, João. São Paulo, Paulus, 2011.
LEONEL, João. “Relevância da teoria literária para exegese bíblica: um exercício em Samuel 1:1-28”. In: Bíblia, literatura e linguagem. ZABATIERO, Julio Paulo Tavares; LEONEL, João. São Paulo, Paulus, 2011.
SCHWANTES, Milton. “Armas não armam tendas de paz: observações sobre Isaías 8:1-4”. In: Estudos de Religião, n. 25, 2003. São Bernardo do Campo.
SCHWANTES, Milton. “Sem crer não se permanece: estudos exegéticos em Isaías 7:1-2; 3-9”. In: Revista de Cultura Teológica, n. 46, 2004. Paulinas.
ZABATIERO, Julio Paulo Tavares. “A realeza de Javé – um exemplo de diálogo inter-religioso: reflexões a partir do Salmo 97”.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRUEGGEMANN, Walter. “Questões abordadas no estudo do pentateuco”, in: Dinamismo das tradições do Antigo Testamento, pg. 11 a 31. BRUEGGEMANN, Walter e WOLFF, Hans Walter.
GUNNEWEG, Antonius H. J. Teologia Bíblica do Antigo Testamento: uma história da religião de Israel na perspectiva bíblico-teológica. São Paulo, Teológica/Loyola, 2005.
LORETZ, Oswald. Criação e mito: homem e mundo segundo os capítulos iniciais do Gênesis. São Paulo, Paulinas, 1979.
SCHMIDT, Werner H. A fé do Antigo Testamento. São Leopoldo, RS. Sinodal, 2004.
SCHWANTES, Milton. Sofrimento e esperança no exílio: história e teologia do povo de Deus no século VI a.C. São Paulo, Paulinas, 1987.
ROST, L. Introdução aos livros apócrifos e pseudepígrafos do Antigo Testamento e aos manuscritos de Qumran. São Paulo, Paulinas, 1980.
WESTERMANN, Claus. Teologia do Antigo Testamento. São Paulo, Paulinas, 1987.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Antropologia filosófica de Santo Tomás de Aquino: o conceito de "justiça".


RESENHA:
BITTAR, Eduardo; ASSIS, Guilherme de. “Santo Tomás de Aquino: Justiça e Sinderese”, Cap. 11, p. 251-261.  In: Curso de Filosofia do Direito, Atlas, 2012.  

Introdução

Esta resenha percorre o seguinte caminho: busca contextualizar o pensamento de Santo Tomás de Aquino, isto é, compreender as diversas filosofias que influenciaram o pensamento tomista.
Seu pensamento seria uma síntese da filosofia aristotélica e da tradição cristã, conhecida como “patrística”. Além disso, é preciso considerar o conceito de "direito" e "justiça" na jusridição romana.
Feito esta contextualização, é preciso entender como o conceito de “justiça” é formulado no pensamento tomista. Para isso, os autores buscam entender como Tomas de Aquino concebe o homem e sua natureza.
Ao conceber o homem um animal racional, diferenciado dos outros seres pela razão, os autores analisam o pensamento tomista buscando entender o que é esta razão e de que modo o homem à aplica na experiência cotidiana. Isso é o que Tomás de Aquino chama de “razão prática”.
Para Tomás de Aquino, a razão prática é naturalizada pelos homens, fazendo parte de seus “hábitos”, transformando-se em um conjunto de princípios éticos. O termo “ethos” (ética) deriva do grego e significa “habitus”. Isso ele chama de “sindérese”, que significa que os homens agem racionalmente a partir destas experiências acumuladas e habituais. São as “experiências sindereticas”.
Depois de compreender estas dimensões do homem, sua relação com o mundo, é possível entender o conceito de “justiça”. Esse conceito está relacionado aos conceitos “éticos”, por isso, está relacionado à razão prática.
Enfim, a justiça teria como fundamento esta ética, que por uma convenção sociais pode virar “leis”. Seu objetivo é a busca do bem comum.

Contextualização

O objetivo do texto é introduzir o leitor no universo filosófico medieval, especialmente na filosofia tomista. Seu objetivo central é compreender a construção da noção de “justiça” como fundamental a esse sistema de pensamento.
É preciso destacar os antecedentes que constitui a síntese tomista: por um lado a filosofia tomista é construída por meio da tradição, isto é, dos escritos dos padres da igreja (patrística), tais como, Santo Agostinho; passando pela tradição teológica de Alberto Magnus. Por outro lado, Tomás de Aquino somava esta tradição ao pensamento aristotélico, isto é, a lógica da filosofia de Aristóteles. Enfim, trata-se de uma síntese do que foi produzido até então, desde a filosofia clássica grega, passando pela jurisprudência romana até ao pensamento medieval. Esta síntese teológica-filosófica ficou conhecida como “escolasticismo”.
Desse modo, a filosofia escolástica, torna o exercício lógico da filosofia aristotélica (até então só era bem vista pela igreja a filosofia platônica) uma aliada da tradição e do dogma cristão: alia-se então a “fé e a razão” (p. 251).
Dentro desse sistema filosófico destacam-se os conceitos de “justiça” e “direito”: tais conceitos estariam relacionados à “um conjunto de interesses dos homens” (p. 252). À ideia de justiça estaria ligada ao “problema da ação humana”.
A “ação humana”, ou seja, a práxis, é entendida como a “virtude de atribuir à prática do bem comum” (p. 252). Para Tomás de Aquino o fundamento de prática ou ação está numa faculdade que particulariza o homem como ser racional: a razão. Por isso será chamada de “razão prática”.

Antropologia filosófica: razão prática, sindérese e ética.

Para compreender cada conceito é preciso considerar a noção de “lei” (lex) que está implícita no conceito de “justiça”. Nesse sentido, a o conceito de justiça está relacionado à 3 concepções que que ideia de “lei” implica (p. 253): no sentido humano, no sentido natural e outra no sentido divino.
Entretanto, os autores procuram demonstrar como estas três dimensões da noção de “lei” podem ser vista de modo mais amplo em Tomas de Aquino. Ou seja, na teoria tomista a preocupação com a “razão prática”, o modo como os homens agem no cotidiano e a com a “ética”, o modo como naturalizam essa prática, tornando-a um hábito (p. 253).
Sendo assim, é preciso compreender como Tomás de Aquino concebe o homem, para então compreender como atribui ao homem um conjunto de características que o diferencia dos demais animais. Ou seja, é preciso entender sua antropologia filosófica.
O que é o homem? O que é “natureza humana”? Em primeiro lugar, para Tomás de Aquino o homem é constituído de uma parte material, o “corpo” e uma parte imaterial, a “alma”: o primeiro é perecível e o segundo é incorruptível; “sendo a primeiro perecível, colabora para o aperfeiçoamento da alma”, esta por sua vez, dotada de uma capacidade intelectual (p. 253). Este dualismo clássico fundamenta a antropologia especulativa de Tomás de Aquino.
Porém, não basta dizer que o homem possui “alma”. Esta preencheria não apenas a vida dos homens, mas também dos animais e vegetais. Seria preciso compreender os “graus diferenciados de alma”, compreender sua potencias e faculdades diferenciadas. Desse modo, os homens possuiriam uma “alma” diferenciada, que os distinguiriam dos demais seres. Como é concebido esta classificação da alma? De que modo é construída esta escala natural?
Para Tomás de Aquino, há três escalas ou níveis diferentes de alma: há uma “alma vegetal”, que executaria as tarefas fisiológicas sem, entretanto, conhecer a forma e o fim de sua existência, o que implica dizer que não é dotada de “razão” (os vegetais); outro nível de alma seria a “sensitiva”, que executariam a forma do agir, diferenciando num grau à vegetativa; e por fim, a “alma intelectual”, inerente ao homem, concebido como “animal racional” (p. 253).
É preciso frisar a complexidade da antropologia tomista: o homem, o animal racional, acumularia estas três dimensões da faculdade da alma, a vegetativa, a sensitiva e a intelectual. Por esta ultima, ele se particulariza dos demais animais.
Esta “alma intelectual” fundamenta a construção da noção de “razão”, visto que implica num modo de produzir um “conhecimento” das coisas, da realidade, etc. Para Tomás de Aquino, este “intelecto”, esta capacidade racional, se constrói a partir da “experiência sensível das coisas” (p. 254). Portanto, o homem vale-se dessa razão em sua vida prática, isto é, atribui sentidos à experiência cotidiana, construindo um “hábitos” (sindérese), um conjunto de preceitos “éticos” (p. 256).
Somado à esta antropologia está a preocupação de construir uma teoria do conhecimento (a gnosiologia). Desse modo, é preciso lhe dar ainda com outro elemento dessa relação de conhecimento: trata-se da relação entre “sensações” e “razão”. Ou seja, é preciso compreender a relação entre “vontade” e “inteligência”. É daqui que nasce a ideia de um “livre-arbítrio”, visto que o homem é levado à decidir e responsável por suas ações. Assim, a “razão prática seria o instrumento de que se vale o homem para eleger meios para o alcance dos fins, estes também livremente por si escolhidos” (p. 254).
Se a razão prática implica numa capacidade de escolhas racionais, como é concebida então esta noção de “liberdade”? Para Tomás de Aquino a “liberdade consiste na possibilidade humana de escolha entre inúmeros valores que se apresentam como aptos à realização de um bem” (p. 255). A escolha, a liberdade de ação tem uma finalidade: a realização do bem, mediante à uma capacidade de julgar aquilo que é certo e aquilo que é errado; aquilo que é justo e aquilo que é injusto. A razão prática busca esse fim ultimo.
Desse modo, discernir o mal do bem por meio da razão prática, isto é, por meio das experiências vivenciadas no cotidiano, é que permitiria executá-las mediante à “vontade”: são “atos e comportamentos destinados para um fim”, para o télos (uma finalidade), que seria o bem. Este ato “moral” de escolha do bem e por exclusão, um repúdio do mal, consiste numa atividade racional (p. 255).
Como então é concebida a moral coletiva, isto é, a vida social? A sociedade é concebida como um “agregado humano”, composto por varias unidades familiares. A razão prática é que indicaria os caminhos para o convívio social (societas), a busca do “Bem Comum”. A partir daqui, é possível compreender à ideia de “ética coletiva”.
O que seria então esse “agir”, seja social, familiar ou social implicado na ideia de razão prática? Aqui chegamos a mais um conceito: trata-se do que Tomás de Aquino chama de “sinderese” (sinderesis): trata-se de um “conjunto de conhecimentos conquistados a partir da experiência habitual” (p. 255). Este conhecimento acumulado pela experiência cotidiana, isto é, naturalizado e tornada em hábito pelos indivíduos, é que seria possível conceber o que é bom e o que mau, o que é justo e injusto.
Em suma, sindérese é a prática habitual. É capaz de formar um grupo de princípios, que permitem a decisão por hábitos. Cabe ainda destacar que os “hábitos não são inatos”, mas construídos a partir das experiências, sendo a base das operações da razão prática (p. 256). É esse principio que permitira compreender a noção de “justiça” no pensamento tomista.

O conceito de Justiça

Do que se pode observar até aqui, não é possível compreender o conceito de “justiça” sem levar em contar os elementos filosóficos que o compõe: a lógica da filosofia aristotélica, elementos da filosofia platônica, como a ideia de “liberdade” e a jurisprudência romana, contribuem para construção da antropologia filosófica, e por assim, da noção de justiça implicado nessa doutrina.
O conceito de justiça emerge dos conceitos “éticos”: justiça é uma virtude (p. 257). Justiça não tem haver com um exercício do intelecto especulativo, puramente reflexivo; justiça é um hábito, portanto, uma prática (p. 258). Tem a ver com uma atividade da razão prática.
Sendo a lei humana fruto de uma convenção social, não possuiria força em si mesma, mas a partir do momento que é instituída. Esse conceito de “justiça”, cuja finalidade é a busca do “bem comum”, fundamenta seu objeto: o direito. Assim, o direito tem a ver com a justiça, a medida que é assim chamado porque é justo (p. 259).      

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

História das Religiões Comparadas - Programa


IETESP

Instituto de Educação Teológica no Estado de São Paulo

PROGRAMA DE DISCIPLINA

Prof. Edilson Teles – edilsonteles@hotmail.com – blog: www.professorteles.blogspot.com   


DISCIPLINA
História Comparada das Religiões
CURSO
Bacharel em Teologia

I – OBJETIVOS

A disciplina tem como objetivo fornecer ao aluno ferramentas teóricas da Ciência Comparada das Religiões, de modo que possibilite interpretar a diversidade do fenômeno religioso. Tal leitura privilegiará uma abordagem fenomenológica do fenômeno religioso, buscando um diálogo com a produção teológica.       

II – METODOLOGIA

Aulas expositivas e dialogadas, seminários, pesquisa de campo e aplicação teórica.

III – AVALIAÇÃO.

O aluno será avaliado da seguinte forma:

  1. RESENHA: O aluno deverá apresentar resenhas dos 5 textos básicos discutidos em aula. O objetivo disso é fazer com que o aluno desenvolva a capacidade crítica em relação à discussão teórica, avaliando o que compreendeu da problemática em questão.
OBS: As resenhas deverão ser apresentadas antes de cada aula programada:
Cada resenha terá peso 2,0 = totalizando 10,0.

  1. TRABALHO: O trabalho consiste numa pesquisa de tema livre que contemple as discussões em aula. O mesmo deverá ser apresentado em seminário. O aluno poderá escolher pelo menos duas religiões ou práticas religiosas (de seu interesse) e comparar pelo menos um de seus elementos básicos, tais como: a) cosmologias, mitos de origem ou de fim; b) ritos e cerimônias; c) objetos sagrados; d) modos de conceberem hierofanias; e) divindades ou seres sobrenaturais; f) preces, orações ou cânticos, g) modos de conquistar fieis, etc.
OBS: O trabalho terá peso 7,0 e a apresentação terá peso 3,0 = totalizando = 10,0      

O trabalho deverá conter:
Ø  Capa: Tema, nome do aluno, nome da instituição e da disciplina.
Ø  Mínimo de 2 páginas: letras tamanho Times Roman 12 / espaçamento entre linhas de 1,5.
Ø  Bibliografia.   

Obs: Não será aceito trabalhos impressos direto da “internet”, a não ser que estes lhes sirvam de fontes, devendo, portanto, ser citadas.

Em caso de dúvidas, entrar em contato com professor, de preferencia com antecedência: edilsonteles@hotmail.com. 
 

V – CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

 

Aula 1
 
02/02
Introdução à História Comparada das Religiões:
Ø  Contextualização no quadro geral das ciências sociais e humanas.
Ø  Apresentação geral da disciplina: História dos métodos de pesquisa.  
Aula 2
 
16/02
Conceito de religião – Problemas e definições.
  
Ø  Texto: SILVA, Eliane Moura. “Religião: da fenomenologia à história”, in: Religião e sociedade na América Latina, pg. 11 a 15. Universidade Metodista, 2011.  
Aula 3
 
 
23/02
Abordagens teóricas da religião – Metodologia de uma ciência comparada.
Ø  Uma análise crítica dos critérios de classificação.
Ø  Fenômeno religioso e limites teóricos.
 
Texto: CROATTO, José Severino. “A fenomenologia da religião entre as ciências da religião”, in: As linguagens da experiência religiosa, pg. 17 a 27. Paulinas, 2010.
 
Aula 4
 
 
02/03
História comparada das Religiões: fenomenologia e história – parte 1
Ø  Noção de sagrado e profano – hierofania e experiência religiosa na história.
 
Texto: ELIADE, Mircea. “Introdução”, in: O sagrado e o profano: a essência das religiões, pg. 15 a 23. Paulus, 2001.
 
Aula 5
 
09/03
História comparada das Religiões: fenomenologia e história – parte 2
Ø  Cosmologias religiosas comparadas – mitos e ritos nas diversas religiões.
 
Texto: ELIADE, Mircea. “A estrutura dos mitos”, pg. 7-23, in: Mito e realidade. Perspectiva, 1972.
 
Aula 6
 
16/03
História comparada das Religiões: fenomenologia e história – parte 3
Ø  Cosmologias religiosas comparadas – mitos e ritos nas diversas religiões.
 
Texto: ELIADE, Mircea. “Escatologia e cosmogonia”, pg. 53-69, in: Mito e realidade. Perspectiva, 1972.
Aula 7
23/03
Seminários: apresentação dos trabalhos – Grupo 1
Ø  Discussão.
Aula 8
30/03
Seminários – apresentação dos trabalhos – Grupo 2.
Ø  Discussão.

 
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CIPRIANI, Roberto. Manual de Sociologia da Religião. Paulus, 2007.
CROATTO, José Severino. As linguagens da experiência religiosa. São Paulo: Paulinas, 2010.
DURKHEIM, Émile. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Edições Paulinas, 1989.
ELIADE, Mircea. Mito e realidade. São Paulo: Perspectiva, 1972.
______________. O Sagrado e o profano: a essência das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
MCDOWELL, Josh; Stewart, DON. Entendendo as religiões não cristãs. São Paulo, Candeia: 1996.
SILVA, Eliane Moura da; BELLOTTI, Karina Kosicki; CAMPOS, Leonildo Silveira. Religião e Sociedade na América Latina. São Paulo: Universidade Metodista, 2010.